sábado, 9 de junho de 2012

A Química da Amizade

A amizade pode ter três fases
Quando está no início é  líquida, é manuseável, se consegue com uma certa facilidade, mas sempre precisa ser controlada por alguém, incentivada por uma outra superfície que a manterá unida, já que também é muito inconstante, pois qualquer movimentação derramará gotas dela ao chão, ou qualquer rachadura no que a mantém, também faz com que ela se acabe aos poucos.

Mas... se ela perdura vai para outra fase, a fase sólida.
Já não é preciso de um envoltório, ela já é  densa e consistente, haja calor ou frio, é forte, suas moléculas estão muito unidas, e graças a isso não conseguimos mais quebrá-la, o meio externo tem de trazer um impacto exorbitante para que aconteça tal separação.

 E caso tal meio consiga essa proeza, a amizade se transforma em rancor, tristeza ou ódio

Entretanto, a fase sólida  também pode evaporar... e vem a pior fase da amizade.
A fase gasosa ocorre graças a distância de um átomo de outro. As moléculas estão muito dispersas, porém continuam fazendo partes do mesmo elemento. É a que leva a dor, é a fase que leva a saudade, já que não está mais totalmente palpável.

O tato também consegue senti-la, mas não com o mesmo grau de intensidade que ocorria nas outras fases...

Mas como todo elemento, ela também pode ter um ciclo... O gasoso volta ao liquido... com sorte ocorre uma sublimação e vai direto ao sólido.

E é, quase sempre, na fase gasosa que pode ocorrer uma reação química que a transforma em outras moléculas, como a paixão, o amor ou até a fraternidade

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